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Santo André, São Paulo, Brazil
Psicóloga Clínica Suzy Mosna, Crp 06-75752. Especialista em Terapia de casal e família, relacionamentos e neuropsicóloga. Professora de Psicologia.

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Psicóloga Suzy Mosna

Terapia de Casal • Ansiedade • Autoestima • Orientação Vocacional

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Quem é Suzy Mosna? Psicóloga especialista em Relacionamentos e qualidade de vida. escritora do livro Raio X do Casamento.


 

Quem é Suzy Mosna?

Sou Suzy Mosna, Psicóloga Clínica, Professora Universitária, Escritora, Mentora e Especialista em Relacionamentos Humanos. Dedico minha trajetória profissional ao estudo do comportamento humano, dos relacionamentos afetivos, da ansiedade, da autoestima e do desenvolvimento emocional.

Ao longo dos anos, tenho auxiliado pessoas e casais a compreenderem suas emoções, fortalecerem seus vínculos afetivos e desenvolverem recursos para enfrentar os desafios da vida com mais equilíbrio, consciência e bem-estar.

Meu trabalho é pautado na Psicologia, no acolhimento e na busca constante pelo crescimento humano. Atuo com Terapia de Casal, Psicoterapia Individual, Ansiedade, Autoestima, Desenvolvimento Emocional, Orientação Vocacional, Mentoria e Consultoria.

Além da prática clínica, encontrei na escrita uma forma de ampliar o alcance da Psicologia, levando reflexões, conhecimento e inspiração para milhares de leitores. Sou autora de 23 livros que abordam temas como relacionamentos, casamento, comunicação, ansiedade, desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, narcisismo, relacionamentos tóxicos e transformação emocional.

Livros Publicados

• Quando o Vilão Não Usa Máscara: Narcisismo, Cinema e os Relacionamentos da Vida Real

• Entre o Medo e a Liberdade: As Decisões que Transformam Destinos

• Preso ao Veneno: Por Que É Tão Difícil Sair de Uma Relação Tóxica

• 60 Perguntas que Todo Casal Precisa Fazer

• Relacionamento de Açúcar

• A Rosa que Escolhi

• Corações de Aço e Tijolos Amarelos: Amor em Transformação — Um Caminho de Reconexão para Casais Inspirado em O Mágico de Oz

• Entre Relógios e Sentimentos: Inspirado em Alice no País das Maravilhas

• Descomplicando a Ansiedade

• Cérebro de Alta Performance

• Papai Noel no Divã

• Um Natal para Dois

• Raio-X do Casamento

• Reflexões Cinemáticas: A Transformação Pessoal Através da Tela

• Transforme o Adiar em Realização: O Guia para Superar a Procrastinação

• Do Oceano Vermelho ao Azul: Transformando Relacionamentos

• Silêncios Que Amamos: As Dificuldades da Comunicação e da Expressão de Afeto

• Além da Superfície: Profundidades da Ansiedade

• Entre Laços e Desenlaces

• Ciúme: A Tempestade Interior

• Depois do Sim

• Bússola do Amor: Testes para Navegar Juntos na Vida

• A Lua Foi para a Terapia

Minha Missão

Acredito que relacionamentos saudáveis são construídos por meio do diálogo, do respeito, da empatia e do autoconhecimento. Minha missão é ajudar pessoas e casais a compreenderem melhor suas emoções, fortalecerem suas relações e desenvolverem uma vida emocional mais equilibrada e significativa.

A Psicologia é uma ferramenta de transformação. Por meio dela, é possível compreender padrões, superar dificuldades, reconstruir vínculos e criar novas possibilidades para a vida.

Atendimento

✔ Terapia de Casal

✔ Psicoterapia Individual

✔ Ansiedade

✔ Autoestima

✔ Relacionamentos

✔ Comunicação Conjugal

✔ Desenvolvimento Emocional

✔ Orientação Vocacional

✔ Mentoria e Consultoria

Contato

Psicóloga Suzy Mosna

Psicóloga & Terapia de Casal Suzy Mosna

WhatsApp: 011 98487 0463

Instagram: @psicologa_suzymosna

Site: https://sites.google.com/view/psisuzymosnaeterapiadecasal

Atendimento Online para todo o Brasil e Presencial em Santo André – SP.









Quem é Suzy Mosna?


 

Quem é Suzy Mosna?

Sou Suzy Mosna, Psicóloga Clínica, Professora Universitária, Escritora e Especialista em Desenvolvimento Humano, dedicada a ajudar pessoas, casais e famílias a construírem relacionamentos mais saudáveis, equilibrados e felizes.

Ao longo da minha trajetória profissional, tenho me dedicado ao estudo do comportamento humano, dos relacionamentos afetivos, da ansiedade, da autoestima e do desenvolvimento emocional. Meu trabalho une conhecimento científico, experiência clínica e uma abordagem acolhedora, voltada para a transformação pessoal e relacional.

Atuo com Terapia de Casal, Psicoterapia Individual, Orientação Vocacional e desenvolvimento emocional, oferecendo atendimento online para todo o Brasil e presencial na região do ABC Paulista.

Além da atuação clínica, sou autora de diversos livros que abordam temas relacionados à psicologia, relacionamentos, ansiedade, comunicação, autoconhecimento e crescimento pessoal.

Livros Publicados

• A Lua Foi para a Terapia

• Bússola do Amor: Testes para Navegar Juntos na Vida

• Depois do Sim

• Ciúme: A Tempestade Interior

• Entre Laços e Desenlaces

• Além da Superfície: Profundidades da Ansiedade

• Silêncios Que Amamos: As Dificuldades da Comunicação e da Expressão de Afeto

• Do Oceano Vermelho ao Azul: Transformando Relacionamentos

• Transforme o Adiar em Realização: O Guia para Superar a Procrastinação

• Reflexões Cinemáticas: A Transformação Pessoal Através da Tela

• Raio-X do Casamento

• Um Natal para Dois

• Papai Noel no Divã

• Cérebro de Alta Performance

• Descomplicando a Ansiedade

• Entre Relógios e Sentimentos: Inspirado em Alice no País das Maravilhas

• Corações de Aço e Tijolos Amarelos: Amor em Transformação — Um Caminho de Reconexão para Casais Inspirado em O Mágico de Oz

• A Rosa que Escolhi

• Relacionamento de Açúcar

Minha Missão

Acredito que relacionamentos saudáveis são construídos através do diálogo, da empatia, do respeito e do autoconhecimento. Meu objetivo é auxiliar pessoas e casais a compreenderem suas emoções, fortalecerem seus vínculos e desenvolverem recursos emocionais para enfrentarem os desafios da vida.

Contato

Psicóloga Suzy Mosna

Psicóloga & Terapia de Casal Suzy Mosna

WhatsApp: 011 98487 0463

Instagram: @psicologa_suzymosna

Site: https://sites.google.com/view/psisuzymosnaeterapiadecasal

Atendimento Online para todo o Brasil e Presencial em Santo André – SP.

Suzy Mosna é escritora do Livro QUANDO O VILÃO NÃO USA MÁSCARA - PSICÓLOGA E TERAPIA DE CASAL SANTO ANDRÉ SÃO PAULO BRASIL E ONLINE


 

O CINEMA COMO ESPELHO DA MENTE HUMANA

Se quisermos compreender o narcisismo, existe um lugar surpreendentemente rico para começar: o cinema.

Os filmes não contam apenas histórias.

Eles revelam emoções, conflitos, desejos e comportamentos humanos que encontramos diariamente fora das telas.

E alguns dos personagens mais fascinantes da história do cinema carregam características narcisistas que nos ajudam a enxergar aquilo que muitas vezes passa despercebido em nossas próprias relações.

O CINEMA COMO ESPELHO DA MENTE HUMANA

Existe uma razão pela qual determinados personagens permanecem vivos em nossa memória por décadas.

Não é apenas pela qualidade do roteiro ou pela atuação dos artistas.

Muitos personagens permanecem conosco porque representam aspectos reais da natureza humana.

Quando assistimos a um filme, não estamos observando apenas uma história fictícia. Estamos observando emoções, conflitos, medos, desejos e padrões de comportamento que fazem parte da experiência humana.

O cinema funciona como um grande laboratório emocional.

Ali encontramos heróis, vítimas, salvadores, manipuladores, apaixonados, inseguros, corajosos e, naturalmente, narcisistas.

Alguns deles são tão bem construídos que parecem pessoas que já conhecemos.

Talvez porque realmente sejam.

A psicologia costuma afirmar que a arte imita a vida.

Mas a vida também aprende através da arte.

Muitas vezes, um filme nos ajuda a enxergar com clareza aquilo que não conseguimos perceber em nossos próprios relacionamentos.

É comum que alguém assista a uma determinada cena e pense:

"Meu Deus, essa pessoa se comporta exatamente como meu chefe."

Ou:

"Essa discussão parece muito com aquilo que acontece no meu casamento."

Ou ainda:

"Agora entendo por que sempre me senti culpado nessa relação."

Os filmes possuem esse poder.

Eles criam distância suficiente para que possamos observar determinadas dinâmicas emocionais sem nos sentirmos ameaçados por elas.

Por isso, ao longo deste livro, utilizaremos diversos personagens como ferramentas de compreensão psicológica.

Não para diagnosticar figuras fictícias.

Nem para transformar o entretenimento em psicopatologia.

Mas para identificar comportamentos que podem servir de alerta em nossa vida cotidiana.

Um dos primeiros personagens que merece nossa atenção é Gaston, de A Bela e a Fera.

À primeira vista, Gaston parece reunir todas as qualidades valorizadas por sua comunidade.

É bonito.

Popular.

Fisicamente forte.

Confiante.

Admirado pelos moradores da vila.

Todos acreditam que ele representa o modelo ideal de homem.

Todos, exceto Bela.

E é justamente essa rejeição que revela sua verdadeira personalidade.

Enquanto recebe admiração, Gaston parece satisfeito.

Mas quando Bela demonstra autonomia e recusa suas investidas, ele não consegue lidar com a situação.

A rejeição é vivida como uma afronta.

Uma ameaça ao próprio ego.

Em vez de respeitar a decisão da jovem, ele tenta controlá-la.

Manipulá-la.

Desmoralizá-la.

Sua necessidade de vencer torna-se mais importante do que os sentimentos da pessoa que afirma amar.

Essa é uma característica frequentemente observada em relações marcadas por traços narcisistas.

O amor não é vivido como encontro.

É vivido como conquista.

O parceiro não é percebido como um indivíduo independente.

É percebido como uma extensão da própria necessidade de validação.

Quando essa validação desaparece, surgem comportamentos controladores.

Em alguns casos, surge a humilhação.

Em outros, a agressividade.

Em outros ainda, a tentativa de destruir a imagem da pessoa que ousou dizer não.

Outro exemplo extremamente interessante pode ser encontrado em O Diabo Veste Prada.

Miranda Priestly tornou-se uma das personagens mais analisadas da cultura popular quando o assunto é liderança tóxica.

Elegante.

Inteligente.

Competente.

Brilhante.

Mas também emocionalmente distante.

Exigente em níveis extremos.

Pouco sensível ao sofrimento daqueles que trabalham ao seu redor.

O fascínio que Miranda exerce sobre as pessoas revela algo importante sobre o narcisismo.

Nem sempre indivíduos narcisistas são fracassados.

Muitos alcançam posições de grande prestígio.

Alguns se destacam justamente por sua capacidade de competir, assumir riscos e buscar reconhecimento.

O problema não está necessariamente no sucesso.

O problema surge quando o sucesso passa a justificar qualquer comportamento.

Quando a empatia é sacrificada em nome do desempenho.

Quando as pessoas deixam de ser vistas como seres humanos e passam a ser tratadas como recursos.

A saúde mental dos outros torna-se secundária.

O sofrimento alheio torna-se irrelevante.

E a admiração passa a funcionar como combustível emocional.

Infelizmente, esse padrão não está restrito ao cinema.

Ele pode ser encontrado em empresas, instituições, famílias e relacionamentos amorosos.

Talvez por isso tantas pessoas se identifiquem com personagens como Miranda.

Elas já conviveram com alguém parecido.

Talvez um chefe.

Talvez um professor.

Talvez um familiar.

Talvez um parceiro amoroso.

O mais interessante é que o narcisismo raramente se apresenta de forma idêntica.

Existem diferentes manifestações.

Algumas são grandiosas e chamativas.

Outras são discretas e silenciosas.

Alguns narcisistas dominam uma sala ao entrar.

Outros conquistam as pessoas através da aparência de fragilidade.

Alguns exigem admiração.

Outros exigem compaixão constante.

Mas todos compartilham uma característica central.

A dificuldade de enxergar o outro como alguém igualmente importante.

É justamente essa característica que transforma relacionamentos em territórios perigosos.

Porque relacionamentos saudáveis são construídos sobre reciprocidade.

Neles existe espaço para duas pessoas.

Duas histórias.

Duas necessidades.

Duas vozes.

Nas relações marcadas pelo narcisismo, porém, existe espaço principalmente para uma.

E quem ocupa o centro da narrativa exige que todos os demais personagens atuem como figurantes.

Nos próximos capítulos conheceremos os diferentes tipos de narcisismo, compreenderemos como eles surgem e aprenderemos a identificar sinais que muitas vezes passam despercebidos até mesmo por pessoas inteligentes, experientes e emocionalmente maduras.

Porque o problema nunca foi falta de inteligência.

O problema é que o narcisismo costuma se esconder atrás de personagens extremamente convincentes.

E os melhores personagens raramente revelam seu roteiro logo no início da história.

Psicóloga Suzy Mosna, Terapia individual, casal e família. Escritora do Livro Quando o vilão não sua mascara - Psicóloga Santo André Abc São Paulo


 

O Mito de Narciso e o Nascimento de um Conceito Psicológico

Muito antes de existirem consultórios, diagnósticos ou estudos científicos sobre a personalidade humana, os povos antigos já utilizavam histórias para explicar comportamentos que pareciam difíceis de compreender.

A mitologia grega é um dos maiores exemplos dessa tentativa de entender a natureza humana por meio de narrativas simbólicas. Entre essas histórias, poucas se tornaram tão conhecidas e tão relevantes para a psicologia quanto o mito de Narciso.

Segundo a lenda, Narciso era um jovem de extraordinária beleza. Sua aparência despertava admiração por onde passava. Homens e mulheres se encantavam com sua presença. Todos desejavam sua atenção. Todos queriam seu amor.

Mas Narciso possuía uma característica que o impedia de construir vínculos verdadeiros.

Ele não conseguia enxergar ninguém além de si mesmo.

As pessoas ao seu redor eram ignoradas, rejeitadas ou tratadas como irrelevantes. Seus sentimentos não despertavam interesse. Seus sofrimentos não provocavam compaixão. Seus afetos não encontravam reciprocidade.

Narciso admirava apenas uma coisa.

A própria imagem.

Conta a história que, certo dia, ao aproximar-se de um lago cristalino, viu seu reflexo na água. Encantado pela própria beleza, permaneceu observando aquela imagem por horas, dias e, segundo algumas versões da narrativa, até morrer consumido pela obsessão.

É uma história antiga.

Mas sua mensagem permanece assustadoramente atual.

A imagem do jovem que não consegue olhar para além do próprio reflexo tornou-se uma poderosa metáfora psicológica.

O narcisismo não representa apenas amor por si mesmo.

Na verdade, representa uma incapacidade profunda de estabelecer relações equilibradas com os outros.

A pessoa narcisista precisa constantemente olhar para si. Precisa ser admirada. Precisa sentir-se especial. Precisa acreditar que ocupa uma posição diferenciada em relação às demais pessoas.

Quando isso não acontece, surgem sentimentos intensos de raiva, frustração, vergonha ou humilhação.

Ao longo dos anos, a psicologia utilizou o mito de Narciso para descrever diferentes aspectos do funcionamento humano.

Sigmund Freud foi um dos primeiros estudiosos a utilizar o termo narcisismo de maneira sistemática. Para ele, existe um narcisismo saudável, necessário para a construção da autoestima e da identidade.

Sem uma dose adequada de amor-próprio, ninguém consegue desenvolver autoconfiança.

Sem autoestima, torna-se difícil enfrentar desafios, estabelecer limites ou acreditar no próprio valor.

O problema surge quando o amor-próprio saudável dá lugar à grandiosidade excessiva.

Quando a admiração por si mesmo se transforma em necessidade constante de superioridade.

Quando o indivíduo deixa de perceber que outras pessoas possuem sentimentos, necessidades e direitos tão importantes quanto os seus.

Nesse momento, estamos diante de algo muito diferente da autoestima.

Estamos diante do narcisismo patológico.

Uma das maiores confusões populares consiste justamente em acreditar que pessoas narcisistas se amam demais.

Na realidade, muitos especialistas observam exatamente o contrário.

Por trás da aparência de autoconfiança, frequentemente existe uma fragilidade emocional significativa.

Imagine um castelo construído sobre fundações instáveis.

Por fora, ele parece imponente.

As torres impressionam.

Os salões encantam.

Tudo transmite força e segurança.

Mas basta uma tempestade mais intensa para revelar que sua estrutura não é tão sólida quanto parecia.

Algo semelhante acontece com muitos indivíduos narcisistas.

Sua autoestima depende de fatores externos.

Depende dos elogios.

Depende da admiração.

Depende do reconhecimento.

Depende da sensação de superioridade.

Quando essas fontes desaparecem, surgem reações emocionais intensas.

É por isso que críticas costumam ser tão difíceis para eles.

Mesmo observações pequenas podem ser interpretadas como ataques devastadores.

Mesmo discordâncias simples podem provocar explosões emocionais.

Mesmo limites saudáveis podem ser percebidos como ofensas intoleráveis.

A necessidade de proteção do ego torna-se tão grande que a pessoa passa a utilizar mecanismos psicológicos para preservar sua autoimagem.

Entre esses mecanismos estão a manipulação, a culpa, a vitimização, a distorção dos fatos e a desvalorização das pessoas ao redor.

Muitas vezes, quem convive com um narcisista começa a sentir que está sempre errado.

Passa a duvidar de sua própria percepção.

Questiona suas memórias.

Pede desculpas por situações que sequer provocou.

Pouco a pouco, a realidade parece se tornar confusa.

Essa dinâmica será explorada em profundidade nos próximos capítulos.

Mas antes de avançarmos, é importante compreender uma verdade fundamental.

O narcisismo não é apenas um problema individual.

É também um fenômeno social.

Vivemos em uma época que valoriza visibilidade, aparência, popularidade e validação constante.

As redes sociais transformaram curtidas em indicadores de aprovação.

A exposição tornou-se sinônimo de relevância.

A comparação passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas.

Naturalmente, isso não significa que as redes sociais criem narcisistas.

Mas podem funcionar como terreno fértil para comportamentos que já existiam.

A busca incessante por reconhecimento não nasceu com a internet.

Ela nasceu muito antes.

Nasceu no coração humano.

E talvez seja justamente por isso que a história de Narciso continua tão atual.

Mudaram as roupas.

Mudaram as tecnologias.

Mudaram os cenários.

Mas o espelho continua existindo.

A única diferença é que, hoje, ele cabe no bolso.

E milhões de pessoas carregam esse espelho consigo todos os dias.

Nos próximos capítulos, veremos como esse fenômeno aparece nos filmes, nas séries, nos contos de fadas e, principalmente, nos relacionamentos da vida real.

Porque compreender o narcisismo não é apenas entender determinadas pessoas.

É também compreender as armadilhas emocionais que todos nós precisamos aprender a reconhecer.