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Santo André, São Paulo, Brazil
Psicóloga Clínica Suzy Mosna, Crp 06-75752. Especialista em Terapia de casal e família, relacionamentos e neuropsicóloga. Professora de Psicologia.

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Psicóloga Suzy Mosna

Terapia de Casal • Ansiedade • Autoestima • Orientação Vocacional

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

RELACIONAMENTO NÃO VEM COM MANUAL? ENTÃO VAMOS CONSTRUIR UM JUNTOS! PSICÓLOGA SUZY MOSNA, TERAPIA INDIVIDUAL, CASAL E FAMÍLIA


 

RELACIONAMENTO NÃO VEM COM MANUAL?

Então vamos construir um juntos!

Autora: Psicóloga Suzy Mosna

Um guia prático, inteligente e acolhedor para compreender, cuidar e transformar a vida a dois.

APRESENTAÇÃO — ANTES DE COMEÇAR

Ninguém nasce sabendo se relacionar. Aprendemos a falar, trabalhar, administrar dinheiro e resolver problemas, mas raramente aprendemos a conversar sobre sentimentos, lidar com diferenças ou enfrentar conflitos sem ferir quem amamos.

O amor pode aproximar duas pessoas, mas é a maneira como elas cuidam da relação que influencia sua continuidade e qualidade.

Um relacionamento não é formado por duas pessoas perfeitas. É construído por duas pessoas reais, com histórias, expectativas, medos, necessidades e formas diferentes de enxergar o mundo.

Este livro não promete fórmulas mágicas. Propõe algo mais útil: compreender o que acontece entre vocês, identificar padrões que prejudicam a relação e desenvolver maneiras mais saudáveis de conviver.

A pergunta não é apenas “será que ainda nos amamos?”, mas também “como estamos cuidando do nosso amor?”.

Vamos começar?

— Psicóloga Suzy Mosna

CAPÍTULO 1 — O QUE É TERAPIA DE CASAL?

A terapia de casal é um processo psicológico que ajuda duas pessoas a compreenderem sua relação, identificarem dificuldades e construírem formas mais saudáveis de comunicação e convivência.

Não é um tribunal para decidir quem está certo. Não é um espaço para escolher um culpado. E não é uma garantia de que o casal permanecerá junto.

É um espaço profissional para compreender o relacionamento com mais clareza e avaliar possibilidades de mudança.

Para que serve?

Melhorar a comunicação: aprender a expressar sentimentos e necessidades sem transformar toda conversa em discussão.

Compreender conflitos recorrentes: identificar por que os mesmos problemas continuam aparecendo.

Reconstruir a confiança: trabalhar questões relacionadas a mentiras, ciúmes, acordos rompidos e feridas emocionais, quando houver condições para isso.

Fortalecer a intimidade: conversar sobre afeto, sexualidade, parceria e necessidades individuais.

Organizar a vida em comum: negociar responsabilidades domésticas, dinheiro, filhos, rotina e decisões importantes.

Avaliar o futuro da relação: compreender se há disposição mútua para mudanças ou se é necessário considerar outros caminhos.

Quem pode fazer terapia de casal?

Casais em diferentes momentos da relação:

Quem discute frequentemente pelos mesmos motivos.

Quem sente que se tornou colega de casa, e não mais parceiro.

Quem enfrenta dificuldades de confiança, ciúme ou distanciamento afetivo.

Quem está passando por mudanças, como nascimento de filhos, transições profissionais ou aposentadoria.

Quem deseja fortalecer a relação antes que os problemas se agravem.

Quem considera a separação e precisa compreender melhor seus sentimentos e possibilidades.

Não é necessário esperar a relação chegar ao limite para procurar ajuda. A terapia também pode ser preventiva.

Como funciona?

O processo começa com a compreensão da história do casal, das dificuldades atuais e dos objetivos de cada parceiro. Ao longo das sessões, o psicólogo ajuda a identificar padrões de interação, desenvolver novas habilidades de comunicação e acompanhar as mudanças possíveis.

A terapia não determina que os dois devam permanecer juntos. Seu objetivo é favorecer compreensão, responsabilidade e decisões mais conscientes.

EXERCÍCIO 1 — O RAIO-X DO RELACIONAMENTO

Cada parceiro deve responder individualmente, com sinceridade, antes de conversar sobre as respostas.

1. O que mais admiro no meu parceiro hoje?

2. O que mais me machuca na nossa relação?

3. Qual assunto evitamos conversar?

4. O que eu gostaria de receber e não estou recebendo?

5. O que eu próprio faço que pode prejudicar nossa relação?

6. Se nada mudar, como imagino nosso relacionamento daqui a dois anos?


Como utilizar: depois de responder, compartilhem as respostas em um momento tranquilo. Escutem para compreender, não para preparar uma defesa. Cada pessoa pode falar sem interrupções, enquanto a outra tenta entender o que está sendo comunicado.

Se a conversa gerar humilhação, intimidação ou medo, interrompam o exercício. Em relações com violência ou coerção, a segurança precisa vir primeiro, e o atendimento conjunto pode não ser apropriado.

CAPÍTULO 2 — AMAR NÃO É ADIVINHAR

Um dos erros mais comuns nos relacionamentos é esperar que o outro saiba o que sentimos, o que precisamos e o que nos magoou, sem que precisemos dizer.

“Se me conhecesse de verdade, saberia.”

Essa frase parece romântica, mas pode criar uma expectativa impossível. Conhecer alguém não significa conseguir ler seus pensamentos.

Uma pessoa pode demonstrar amor oferecendo soluções, enquanto a outra precisa de acolhimento. Uma pode desejar conversar imediatamente após uma discussão, enquanto a outra precisa de um tempo para se acalmar.

Diferença não significa necessariamente falta de amor. O problema começa quando cada um interpreta a própria maneira de amar como a única correta.

Três mudanças que ajudam

Em vez de esperar que o outro adivinhe, expresse claramente o que precisa.

Em vez de acusar, descreva a situação e como ela afeta você.

Em vez de presumir intenções, pergunte o que o outro quis dizer.

Compare:

Acusação: “Você nunca se importa comigo!”

Comunicação mais clara: “Quando converso sobre algo importante e você continua olhando para o celular, sinto que não estou recebendo atenção. Podemos conversar alguns minutos sem interrupções?”

A segunda frase não garante que o outro concordará, mas cria uma oportunidade melhor para o diálogo.

Exercício 2 — Traduza a reclamação

Transforme cada frase em uma mensagem que expresse o sentimento, a situação e o pedido.

“Você nunca me escuta.”

“Tudo sobra para mim.”

“Você só pensa em você.”

“Nós não somos mais como antes.”

A pergunta-chave é: o que estou tentando comunicar por trás da minha reclamação?

O QUE ESTE LIVRO VAI CONSTRUIR

Nos próximos capítulos, vamos explorar comunicação, conflitos, confiança, ciúme, intimidade, divisão de responsabilidades, diferenças individuais, terapia online e presencial e os caminhos para reconstruir ou reavaliar uma relação.

O objetivo não é ensinar duas pessoas a nunca discordarem. É ajudá-las a discordar sem destruir o respeito, reconhecer suas responsabilidades e decidir, com consciência, como desejam viver.

Porque um relacionamento saudável não é aquele em que duas pessoas pensam igual, mas aquele em que podem ser diferentes sem deixar de se tratar com dignidade.

Psicóloga Suzy Mosna

CAPÍTULO 3 — A COMUNICAÇÃO: O QUE VOCÊ FALA E O QUE O OUTRO ESCUTA

Muitos conflitos não começam pelo assunto, mas pela maneira como ele é apresentado.

Uma frase pode abrir uma conversa ou levantar um muro. O tom de voz, o momento escolhido e a disposição para ouvir influenciam a forma como a mensagem é recebida.

Quando um parceiro fala para resolver e o outro escuta como acusação, a conversa rapidamente se transforma em defesa.

Quatro hábitos que prejudicam o diálogo 

Interromper: impede que o outro conclua o raciocínio.

Generalizar: usar “sempre” e “nunca” transforma um episódio em uma condenação.

Ironizar: pode humilhar e desviar a conversa do problema real.

Desenterrar o passado: acumular assuntos antigos dificulta a resolução da questão atual.

Uma fórmula simples para conversar melhor

Descreva o que aconteceu, sem exageros.

Explique como se sentiu.

Diga do que precisa.

  1. Faça um pedido claro e possível.

Exemplo: “Quando nossos planos mudam sem conversarmos, fico frustrada. Preciso sentir que minhas opiniões são consideradas. Podemos combinar de conversar antes de tomar decisões que afetam os dois?”

Comunicar-se bem não é vencer uma discussão. É tornar possível que duas pessoas compreendam o que está acontecendo entre elas.

CAPÍTULO 4 — CONFLITOS: O PROBLEMA É O ASSUNTO OU A MANEIRA DE LIDAR COM ELE?

Todo casal enfrenta diferenças. Dinheiro, rotina, filhos, família, lazer e intimidade podem gerar desacordos mesmo quando existe amor.

A questão central não é eliminar todas as divergências, mas aprender a enfrentá-las sem transformar o parceiro em inimigo.

O ciclo da discussão

 Gatilho

Algo acontece e desperta incômodo.

. Interpretação

“Ele não se importa comigo” ou “Ela quer me controlar”.

. Reação

Ataque, silêncio, ironia ou afastamento.

 Consequência

O conflito aumenta e o problema original continua sem solução.

O caminho para interromper esse ciclo começa pela identificação da própria reação. Antes de responder, pergunte: estou tentando resolver o problema ou apenas devolver a dor que senti?

Regras para uma discussão mais saudável

Tratem de um assunto por vez.

Evitem insultos, ameaças e humilhações.

Se estiverem muito alterados, façam uma pausa combinada e retomem a conversa em um horário definido.

Procurem uma solução concreta, não uma vitória pessoal.

Reconheçam quando exageraram e reparem o dano causado.

Uma pausa saudável não é desaparecer, castigar com silêncio ou deixar o outro em insegurança. É regular as emoções para voltar a conversar com respeito.

CAPÍTULO 5 — CONFIANÇA: COMO SE CONSTRÓI E COMO SE RECONSTRÓI?

A confiança cresce quando palavras e atitudes são coerentes ao longo do tempo.

Ela não depende apenas de promessas. Depende de transparência, responsabilidade, respeito aos acordos e capacidade de reconhecer erros.

Quando ocorre uma quebra de confiança, exigir que tudo volte ao normal imediatamente pode aumentar a pressão. Reconstruir exige compreender o que aconteceu, reconhecer o impacto, estabelecer limites e observar mudanças consistentes.

O que ajuda a reconstruir a confiança?

Assumir a responsabilidade sem transferir toda a culpa.

Responder às questões relevantes com honestidade.

Estabelecer acordos claros sobre o que precisa mudar.

Respeitar o tempo necessário para processar a experiência.

Demonstrar mudança por meio de atitudes, não apenas de discursos.

Perdoar não significa esquecer, aprovar o que aconteceu ou aceitar que se repita. E reconstruir uma relação é uma possibilidade, não uma obrigação.

A confiança não pode ser exigida como prova de amor; precisa encontrar motivos para voltar a existir.

CAPÍTULO 6 — CIÚME, INSEGURANÇA E LIBERDADE

O ciúme pode aparecer diante do medo de perder alguém, da insegurança ou de experiências anteriores. Sentir ciúme, por si só, não define uma pessoa nem determina o futuro da relação.

O que merece atenção é a maneira como esse sentimento é administrado.

Existe uma diferença entre expressar insegurança e tentar controlar a vida do parceiro.

Quando o ciúme se torna prejudicial?

Exigir senhas e acesso irrestrito ao celular.

Fiscalizar roupas, amizades e deslocamentos.

Impedir contatos com familiares ou amigos.

Fazer acusações constantes sem disposição para conversar.

Usar ameaças, intimidação ou vigilância para obter obediência.

Esses comportamentos não são demonstrações saudáveis de amor. Podem constituir formas de controle e violência.

O trabalho começa por distinguir fatos de suposições, reconhecer os próprios medos e estabelecer acordos que respeitem a autonomia de ambos.

Amar alguém não significa possuir a pessoa. Intimidade saudável precisa de proximidade e também de liberdade.

CAPÍTULO 7 — INTIMIDADE, AFETO E SEXUALIDADE

A intimidade não se resume à vida sexual. Ela também aparece na capacidade de conversar sem medo, demonstrar carinho, compartilhar vulnerabilidades e sentir que existe espaço para ser quem se é.

Com o tempo, rotina, cansaço, estresse, mudanças corporais, conflitos e responsabilidades podem afetar o desejo e a proximidade.

A falta de desejo não deve ser interpretada automaticamente como falta de amor, traição ou desinteresse pelo parceiro. É importante compreender o contexto e conversar sem pressionar.

Como cuidar da intimidade?

Reservem momentos de qualidade sem depender apenas de ocasiões especiais.

Conversem sobre necessidades, preferências e limites.

Cultivem carinho sem transformar todo gesto em expectativa sexual.

Dividam responsabilidades para que o relacionamento não seja apenas uma lista de tarefas.

Procurem ajuda profissional quando a dificuldade persistir ou causar sofrimento.

Consentimento, respeito e liberdade de dizer “sim” ou “não” são indispensáveis. Nenhum compromisso amoroso elimina esses direitos.

CAPÍTULO 8 — DINHEIRO, ROTINA E DIVISÃO DE RESPONSABILIDADES

Muitos casais discutem por dinheiro, mas o conflito nem sempre é financeiro. Pode envolver segurança, autonomia, prioridades, reconhecimento e a sensação de que uma pessoa carrega mais responsabilidades do que a outra.

Uma pessoa pode valorizar a economia porque teme o futuro; a outra pode valorizar experiências porque acredita que a vida precisa ser aproveitada. Nenhuma dessas perspectivas precisa ser tratada como inimiga.

O que precisa ser combinado?

Como as despesas serão divididas.

Quais são as prioridades financeiras.

Como serão tomadas as decisões sobre compras importantes.

Quem ficará responsável pelas tarefas domésticas e pelos cuidados com os filhos.

Quanto tempo cada pessoa terá para descanso, lazer e interesses individuais.

Igualdade não significa necessariamente dividir tudo pela metade. Significa construir acordos justos, considerando recursos, disponibilidade, necessidades e responsabilidades.

Uma parceria não funciona quando uma pessoa administra a vida de duas e a outra apenas participa quando pode.

CAPÍTULO 9 — QUANDO A FAMÍLIA E O TRABALHO ENTRAM NA RELAÇÃO

O casal não vive isolado. Pais, filhos, amigos, trabalho e compromissos externos influenciam a convivência.

O desafio está em preservar os vínculos importantes sem permitir que todas as decisões do relacionamento sejam determinadas por terceiros.

Aprendam a estabelecer limites

Decidam juntos quais assuntos da relação serão compartilhados com familiares.

Evitem expor intimidades do parceiro para conquistar aliados durante uma discussão.

Negociem visitas, feriados e responsabilidades familiares.

Protejam momentos de convivência sem transformar o relacionamento em uma obrigação rígida.

Conversem sobre mudanças profissionais e suas consequências para a rotina.

Ter limites não significa abandonar a família de origem. Significa reconhecer que o casal também precisa de espaço para construir suas próprias decisões.

CAPÍTULO 10 — QUANDO O AMOR PARECE TER DESAPARECIDO

Há momentos em que o casal continua vivendo sob o mesmo teto, mas a proximidade diminui.

As conversas se limitam às tarefas. Os gestos de carinho desaparecem. A irritação ocupa o espaço da curiosidade. Cada um passa a interpretar o outro a partir das frustrações acumuladas.

Antes de concluir que tudo terminou, vale investigar o que mudou.

Cinco perguntas importantes

Quando começamos a nos afastar?

Quais situações contribuíram para esse distanciamento?

Ainda conseguimos conversar com respeito?

Existe disposição de ambos para tentar mudanças?

O que precisaria acontecer para que a relação se tornasse mais saudável?

Essas perguntas não determinam se um casal deve permanecer junto. Ajudam a compreender a realidade sem depender apenas do medo, da culpa ou da esperança.

Há relacionamentos que se transformam com trabalho e compromisso mútuos. Outros chegam ao fim. Permanecer não é sempre sinal de sucesso, assim como separar-se não significa necessariamente fracasso.

O objetivo não é salvar qualquer relacionamento a qualquer custo. É compreender se existe um caminho saudável que faça sentido para ambos.

CAPÍTULO 11 — O QUE É TERAPIA DE CASAL E COMO ELA AJUDA?

A terapia de casal oferece um espaço profissional para compreender padrões de interação, trabalhar dificuldades e desenvolver novas maneiras de lidar com a vida a dois.

Não é necessário que os dois concordem sobre tudo para iniciar o processo. É necessário, porém, avaliar se existem condições para uma participação segura e produtiva.

Como funciona o processo terapêutico?

1. Compreensão da história

O profissional investiga a trajetória do casal, os desafios atuais, os recursos existentes e as expectativas de cada parceiro.

2. Identificação dos padrões

O casal aprende a reconhecer os ciclos que alimentam os conflitos, como crítica e defesa, cobrança e afastamento ou desconfiança e controle.

3. Definição de objetivos

São estabelecidas prioridades de trabalho, respeitando as necessidades e os limites de cada pessoa.

4. Desenvolvimento de novas habilidades

As sessões podem trabalhar comunicação, negociação, manejo de conflitos, intimidade, confiança e tomada de decisões.

5. Avaliação dos avanços

O processo é revisto periodicamente para identificar mudanças, dificuldades persistentes e próximos passos.

Quais são os benefícios possíveis?

Maior clareza sobre os problemas.

Comunicação mais respeitosa.

Melhor compreensão das diferenças.

Desenvolvimento de habilidades para resolver conflitos.

Maior consciência das próprias responsabilidades.

Decisões mais informadas sobre o futuro da relação.

Os resultados dependem de diversos fatores, incluindo a natureza das dificuldades, a segurança da relação, a participação dos envolvidos e a adequação do acompanhamento. A terapia não garante reconciliação nem elimina todos os conflitos.

Quando a terapia conjunta pode não ser indicada?

Quando há violência, intimidação, coerção ou medo de represálias, a segurança precisa ser avaliada individualmente. Nesses casos, o atendimento conjunto pode ser inadequado ou aumentar os riscos. A prioridade é a proteção e a orientação profissional apropriada.

CAPÍTULO 12 — PRESENCIAL OU ONLINE: A TERAPIA NÃO PRECISA FICAR PRESA À GEOGRAFIA

O cuidado psicológico pode acontecer em diferentes formatos. O mais adequado depende das necessidades do casal, das condições de atendimento e da modalidade profissionalmente indicada.

Terapia presencial em Santo André — São Paulo, Brasil

A modalidade presencial permite que o casal compareça ao consultório para realizar as sessões em um ambiente preparado para o atendimento psicológico.

Pode ser uma boa opção para quem prefere sair da rotina doméstica, dispõe de facilidade de deslocamento e se sente mais confortável em um espaço físico dedicado à terapia.

Terapia online para pessoas em diferentes lugares do mundo

A terapia online permite realizar sessões por meio de plataformas digitais, sem a necessidade de deslocamento até um consultório.

Para casais que vivem em cidades diferentes, viajam frequentemente ou residem fora do Brasil, essa modalidade pode facilitar o acesso a um profissional compatível com suas necessidades.

Vantagens do atendimento online

Acesso geográfico ampliado: você não precisa limitar sua busca aos profissionais da cidade onde mora.

Praticidade: elimina o deslocamento até o consultório.

Flexibilidade: pode facilitar a organização das sessões conforme a disponibilidade do casal e do profissional.

Continuidade: pode ajudar a manter o acompanhamento durante viagens ou mudanças de cidade, quando permitido.

Possibilidade de escolha: permite procurar um psicólogo cuja formação e experiência sejam adequadas à demanda, respeitando as regras profissionais aplicáveis.

A distância deixa de ser uma barreira logística, mas não desaparecem os requisitos de qualidade, segurança, privacidade e adequação clínica.

Como se preparar para uma sessão online?

Escolha um ambiente reservado, sem interrupções.

Utilize conexão estável, câmera e áudio adequados.

Garanta que outras pessoas não possam ouvir a sessão.

Combine previamente como agir caso a conexão caia.

Informe ao profissional onde você estará durante o atendimento, especialmente quando estiver fora do país.

No atendimento internacional, é necessário verificar as normas profissionais aplicáveis ao local de exercício e à localização dos pacientes, além dos requisitos de privacidade e atendimento de emergência.

Você não precisa escolher um profissional apenas porque ele está perto. Precisa encontrar um profissional habilitado, adequado às suas necessidades e com quem seja possível construir um trabalho terapêutico seguro.

CAPÍTULO 13 — EXERCÍCIOS PARA CONSTRUIR UM RELACIONAMENTO MELHOR

As reflexões deste livro podem ser transformadas em pequenas ações. O objetivo não é realizar todos os exercícios de uma vez, mas escolher aqueles que correspondam às necessidades atuais da relação.

Exercício 1 — O que ainda nos une?

Cada parceiro responde:

O que admiro em você?

Qual lembrança nossa me traz alegria?

Em que momento me sinto mais próximo de você?

O que gostaria que fizéssemos juntos com mais frequência?

Depois, compartilhem as respostas sem corrigir ou desvalorizar o sentimento do outro.

Exercício 2 — A conversa que estamos adiando

Escolham um assunto importante que costuma ser evitado.

Cada pessoa terá alguns minutos para falar, sem interrupções, respondendo:

O que preciso que você compreenda?

O que sinto diante dessa situação?

O que estou disposto a fazer para melhorar?

Que mudança concreta gostaria de propor?

Não tentem resolver toda a história do casal em uma conversa. Comecem por um passo possível.

Exercício 3 — Acordos para os próximos 30 dias

Escolham três compromissos realistas:

Um relacionado à comunicação.

Um relacionado à divisão de responsabilidades.

Um relacionado ao afeto e à convivência.

Ao final de cada semana, conversem sobre o que funcionou, o que foi difícil e o que precisa ser ajustado.

O objetivo não é fiscalizar o parceiro, mas verificar se ambos estão transformando intenções em atitudes.

CAPÍTULO 14 — O MANUAL QUE VOCÊS VÃO CONSTRUIR JUNTOS

Não existe um manual universal porque cada relacionamento possui uma história, necessidades e desafios próprios.

Entretanto, existem princípios que podem orientar essa construção:

Respeito: nenhuma divergência justifica humilhação.

Diálogo: sentimentos e necessidades precisam encontrar espaço para serem expressos.

Responsabilidade: cada pessoa deve reconhecer sua participação nos padrões da relação.

Confiança: acordos precisam ser acompanhados de atitudes coerentes.

Individualidade: amar não exige abandonar a própria identidade.

Parceria: responsabilidades e decisões precisam ser negociadas de maneira justa.

Flexibilidade: pessoas mudam, e os acordos também podem precisar mudar.

Segurança: amor não justifica violência, controle ou medo.

Aprendizado: reconhecer erros pode ser o começo de uma mudança.

Escolha consciente: permanecer ou partir deve ser uma decisão refletida, e não uma obrigação imposta.

O compromisso do casal

Conversem sobre esta frase e completem juntos:

“Para que nossa relação se torne mais saudável, eu me comprometo a __________, e gostaria que construíssemos juntos __________.”

Cada um deve assumir compromissos próprios, sem transformar o exercício em uma lista de exigências dirigidas ao outro.

CONCLUSÃO — O AMOR NÃO VEM COM MANUAL, MAS PODE SER APRENDIDO

Talvez vocês tenham começado a relação acreditando que o amor resolveria as diferenças naturalmente.

Com o tempo, descobriram que amar alguém também significa aprender a conversar sobre dinheiro, respeitar limites, administrar frustrações, negociar responsabilidades e reconhecer que duas pessoas podem desejar a mesma relação e, ainda assim, enxergar caminhos diferentes.

Não é preciso ser um casal perfeito. É preciso compreender o que está acontecendo, reconhecer o que precisa mudar e avaliar se existe disposição para construir algo mais saudável.

Algumas mudanças começam com uma conversa. Outras exigem tempo, acompanhamento psicológico e decisões difíceis.

E há momentos em que a maior demonstração de maturidade não é insistir, mas reconhecer os limites da relação e escolher o caminho mais seguro e coerente para ambos.

Se este livro ajudar você a fazer uma pergunta diferente, ouvir com mais atenção ou reconhecer um comportamento que precisa mudar, já terá cumprido uma parte importante de sua proposta.

Porque o relacionamento não é uma obra concluída. É uma construção cotidiana, feita de escolhas, acordos, limites e responsabilidade.

O amor pode ser o começo da história. A maneira como vocês cuidam da relação ajuda a escrever os próximos capítulos.

SOBRE A AUTORA

Psicóloga Suzy Mosna

Psicóloga com atuação em relacionamentos, qualidade de vida e inteligência emocional, com experiência em atendimento clínico, terapia de casal, orientação vocacional, educação e desenvolvimento humano.

Professora, mentora, consultora e autora, desenvolve conteúdos e recursos educativos voltados ao autoconhecimento, à saúde emocional e à compreensão das relações humanas.

Sua proposta é tornar temas psicológicos acessíveis, aproximando o conhecimento profissional das situações reais da vida cotidiana.

Atendimento psicológico presencial em Santo André, São Paulo, e online, conforme os requisitos profissionais aplicáveis.

NOTA FINAL AO LEITOR

Este livro tem finalidade educativa e não substitui avaliação ou acompanhamento psicológico individualizado. Cada relacionamento possui particularidades que precisam ser compreendidas em seu contexto.

Os exercícios propostos são recursos de reflexão, não testes psicológicos validados nem instrumentos de diagnóstico.

Em situações de violência, coerção ou risco, priorize a segurança e procure apoio profissional especializado.

FIM

Relacionamento Não Vem com Manual? Então Vamos Construir um Juntos!

Psicóloga Suzy Mosna

Compreender. Dialogar. Transformar.