quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Livro Relacionamento de Açúcar Suzy Mosna - Psicóloga & terapia de Casal Santo André São Paulo Brasil e Online Online Online


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Trecho do Livro Relacionamento de Açúcar Suzy Mosna - Capítulo 8

Por que é tão difícil sair

Sair de um relacionamento de açúcar raramente é simples.

Mesmo quando a dor é evidente, a decisão de ir embora parece impossível. Isso acontece porque o vínculo não prende apenas pelo que oferece, mas pelo que ameaça retirar.

Não é só o outro que se perde ao sair.

Perde-se a rotina, a previsibilidade, a identidade construída dentro da relação e, muitas vezes, a narrativa de quem se acreditava ser. O rompimento não confronta apenas o vínculo — confronta o próprio vazio interno.

Relacionamentos de açúcar criam dependência emocional justamente por funcionarem como anestesia. Eles aliviam o desconforto existencial, mesmo sem promover crescimento. Quando a pessoa pensa em sair, precisa encarar emoções que estavam sendo evitadas: solidão, insegurança, medo, tristeza e, às vezes, culpa.

Na clínica, é comum ouvir:

“Eu sei que não está bom, mas não sei como ficar sem.”

“Tenho medo de me arrepender.”

“E se eu nunca encontrar algo melhor?

Esses pensamentos não falam de amor.

Falam de medo.

Outro fator que dificulta a saída é o investimento emocional já feito. Quanto mais tempo, esforço e concessões foram dedicados à relação, mais difícil se torna aceitar que aquilo não dará o retorno esperado. Surge a sensação de desperdício, como se ir embora anulasse tudo o que foi vivido.

Além disso, há a esperança.

A esperança de que o outro mude, de que a relação evolua, de que o doce volte a ser prazeroso. Essa esperança mantém o vínculo em suspensão, adiando decisões e prolongando o sofrimento.

Relacionamentos de açúcar sobrevivem muito bem à dúvida.

Eles se alimentam do “talvez”, do “quem sabe”, do “ainda não é a hora”. Enquanto não há clareza, não há ruptura — e isso favorece a manutenção do padrão.

Sair exige coragem emocional. Exige tolerar o desconforto inicial para acessar uma vida emocional mais íntegra depois. Exige reconhecer que permanecer também é uma escolha — e que essa escolha tem um custo.

Não é fraqueza ter dificuldade de sair.

É humano.

Mas amadurecer emocionalmente envolve aprender que vínculos não devem ser sustentados à custa da própria verdade. O medo da dor imediata não pode ser maior do que o compromisso com a própria saúde emocional.

Este capítulo não convida a decisões impulsivas.

Convida à consciência.

Porque só quando entendemos por que é tão difícil sair é que conseguimos, pouco a pouco, construir força para escolher diferente — no tempo certo, com responsabilidade e respeito por si mesmo.


Trecho Livro Relacionamento de Açúcar Capítulo 9

Escolher com consciência

Depois de reconhecer padrões, acordos silenciosos, medos e custos emocionais, surge uma pergunta inevitável:

o que eu faço com tudo isso?

Escolher com consciência não significa tomar decisões imediatas ou radicais. Significa, antes de tudo, sair do automático. É deixar de repetir escolhas guiadas pela carência, pelo medo ou pela conveniência e passar a agir a partir da verdade emocional.

A consciência muda o lugar de onde a escolha nasce.

Enquanto a relação é sustentada pelo medo da solidão, a escolha é defensiva.

Enquanto é mantida pela esperança de mudança do outro, a escolha é ilusória.

Enquanto é guiada pela necessidade de validação, a escolha é dependente.

Escolher com consciência exige perguntas honestas:

Estou aqui por desejo ou por medo?

O que recebo e o que entrego está equilibrado?

Quem eu preciso me tornar para caber nessa relação?

O vínculo me aproxima ou me afasta de mim?

Essas perguntas não buscam respostas perfeitas. Elas buscam clareza.

Muitas pessoas acreditam que escolher com consciência significa, necessariamente, sair. Nem sempre. Às vezes, significa renegociar, estabelecer limites, interromper acordos silenciosos e devolver ao outro a responsabilidade que lhe cabe.

Outras vezes, escolher com consciência significa admitir que o vínculo já cumpriu o que podia cumprir. Que insistir não é prova de amor, mas dificuldade de soltar. Que permanecer não é mais coerente com quem se tornou.

Escolhas conscientes não são fáceis, mas são libertadoras. Elas exigem maturidade emocional para sustentar desconfortos temporários em nome de uma vida mais íntegra. Exigem aceitar perdas para não perder a si mesmo.

Na clínica, percebo que o maior ganho da consciência não é a decisão em si, mas a mudança interna que ela provoca. A pessoa deixa de se perguntar “o que o outro vai fazer?” e passa a se perguntar “o que eu preciso fazer por mim?”.

Relacionamentos saudáveis não nascem da da urgência.

Nascem da presença.

Escolher com consciência é assumir o próprio lugar na própria vida. É entender que vínculos devem ser consequência de escolhas inteiras, não tentativas de preencher vazios.

Este capítulo não entrega respostas prontas.

Ele devolve algo mais importante: autonomia emocional.

E quando a autonomia retorna, o relacionamento de açúcar perde seu principal combustível.



Psicóloga Suzy Mosna é psicóloga, escritora e especialista em relacionamentos, com atuação focada em Terapia de Casal, relacionamentos afetivos e desenvolvimento emocional. Ao longo de sua trajetória profissional, dedica-se a ajudar casais e indivíduos a compreenderem padrões emocionais, aprimorarem a comunicação e construírem relações mais conscientes, maduras e saudáveis.

Autora dos livros Raio X do Casamento, Ciúme: Tempestade Interior, A Lua Foi para a Terapia e Descomplicando a Ansiedade, Suzy Mosna une conhecimento técnico, sensibilidade clínica e linguagem acessível, tornando temas complexos da psicologia claros, profundos e aplicáveis à vida real.

Seu trabalho é reconhecido por abordar os relacionamentos de forma direta, ética e transformadora, respeitando as singularidades emocionais de cada pessoa e casal.

Atende de forma online e presencial, oferecendo um espaço seguro para reflexões, mudanças e reconstruções emocionais.


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Psicóloga Suzy Mosna
Escritora dos livros Raio X do Casamento, Ciúme: Tempestade Interior, A Lua Foi para a Terapia e Descomplicando a Ansiedade.









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