Capítulo 4 - Livro Relacionamento de Açúcar Suzy Mosna - Psicóloga & terapia de Casal
Carência, dependência e medo da solidão
Nem toda permanência é amor.
Muitas vezes, é carência.
Outras, é dependência.
Quase sempre, é medo da solidão.
Nos relacionamentos de açúcar, esses três elementos costumam caminhar juntos. Eles se misturam, se confundem e passam a ser interpretados como sentimento, quando, na verdade, são necessidades emocionais não elaboradas.
A carência nasce quando a pessoa acredita que só é válida, desejável ou completa quando é escolhida por alguém. Nesse lugar emocional, o outro deixa de ser um parceiro e passa a ser uma fonte de validação. O relacionamento não é vivido como troca, mas como suprimento.
A dependência se instala quando o vínculo passa a regular emoções internas. A pessoa só se sente segura quando está próxima, aceita menos para não perder e permanece mesmo quando já não se sente respeitada ou vista. O relacionamento se torna um apoio emocional frágil, mas indispensável
E o medo da solidão funciona como cola.
Não a solidão real — mas a solidão interna, aquela que surge quando alguém se afasta de si mesmo. É esse medo que sustenta frases como:
“Melhor isso do que nada.”
“Pelo menos tenho alguém.”
“Vai que eu não encontro outra pessoa.”
Na clínica, é comum perceber que muitas pessoas não permanecem em relações de açúcar porque acreditam que são boas, mas porque acreditam que não merecem algo melhor ou que não seriam capazes de sustentar a própria companhia.
O problema é que, quanto mais se permanece nesse padrão, mais a autoestima se enfraquece. A pessoa passa a duvidar de si, a negociar limites e a confundir esforço com amor. O vínculo se mantém, mas o custo emocional aumenta.
Relacionamentos de açúcar alimentam a ilusão de pertencimento, mas não constroem intimidade verdadeira. Eles aliviam o medo da solidão momentaneamente, mas aprofundam o vazio interno a longo prazo.
Existe uma diferença fundamental entre estar só e sentir-se só.
Muitas pessoas se sentem profundamente sozinhas dentro de relacionamentos aparentemente estáveis. Isso acontece quando o vínculo não permite presença emocional, reciprocidade e verdade.
Enquanto a carência dita as escolhas, o relacionamento deixa de ser espaço de crescimento e passa a ser espaço de sobrevivência emocional.
Reconhecer esse padrão não é sinal de fracasso.
É sinal de consciência.
Aprender a lidar com a própria solidão — não como abandono, mas como encontro consigo — é um passo essencial para sair de relações adoecidas e construir vínculos mais maduros.
Porque relacionamentos saudáveis não são feitos para preencher vazios.
São feitos para compartilhar inteiros.
Psicóloga Suzy Mosna é psicóloga, escritora e especialista em relacionamentos, com atuação focada em Terapia de Casal, relacionamentos afetivos e desenvolvimento emocional. Ao longo de sua trajetória profissional, dedica-se a ajudar casais e indivíduos a compreenderem padrões emocionais, aprimorarem a comunicação e construírem relações mais conscientes, maduras e saudáveis.
Autora dos livros Raio X do Casamento, Ciúme: Tempestade Interior, A Lua Foi para a Terapia e Descomplicando a Ansiedade, Suzy Mosna une conhecimento técnico, sensibilidade clínica e linguagem acessível, tornando temas complexos da psicologia claros, profundos e aplicáveis à vida real.
Seu trabalho é reconhecido por abordar os relacionamentos de forma direta, ética e transformadora, respeitando as singularidades emocionais de cada pessoa e casal.
Atende de forma online e presencial, oferecendo um espaço seguro para reflexões, mudanças e reconstruções emocionais.
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Psicóloga Suzy Mosna
Escritora dos livros Raio X do Casamento, Ciúme: Tempestade Interior, A Lua Foi para a Terapia e Descomplicando a Ansiedade.




